Foi o momento mais difícil. Uma ameaça real de perdermos nosso bebê. No início da gravidez, por volta dos três meses, se bem me lembro, minha mulher, depois de um dia tremendamente exaustivo, chegou em casa. Ela havia dado aulas até depois das 22h e já tinha sentido algo estranho, mas ao chegar em casa, confirmou: tivera um sangramento. Sua primeira reação foi chorar e eu, meio que anestesiado, só queria levá-la ao hospital.
Chegando lá uma espera angustiante, internação, exames. Resultado: descolamento de 50% do saco gestacional. Um baque. Nunca perdemos a fé, mas os médicos vinham com aquele discurso: "É provável que ela não segura a gestão", "O aborto é uma possibilidade", "Pode ser que o bebê não receba mais alimento e seja necessária a curetagem". Era angustiante. Eu a deixava no hospital e saía chorando. Uma situação que não desejo para ninguém.
Recebemos muito carinho dos amigos e família e, depois de uma breve internação (e muito soro), ela foi liberada para ir para casa, não para trabalhar. Foram praticamente dois meses deitada/sentada, só se levantando para ir ao banheiro e para se alimentar. Dias muito difíceis. É de tirar o chão quando você passa por uma situação como essas e, pior, ficar fora de casa. (Moramos em um apartamento sem elevador e não era aconselhável que ela ficasse subindo e descendo escadas).
No primeiro exame após a alta do hospital, outra notícia ruim: o hematoma havia evoluído. Mais de 50%. Mais uma vez vi minha mulher chorando, mas não havia perdido a fé. No meu íntimo, pensava que aquilo não estava acontecendo.
Muitas orações e medicamentos depois, o hematoma havia sumido completamente. Como se nada houvesse acontecido.
Credito esse milagre a Deus, que não nos desamparou. Colocamos nossas vidas nas mãos dEle para que fosse feito o melhor.
Hoje estamos perto de ter nosso milagre em mãos: faltam só seis semanas!
Wellington Aires da Cruz Pereira.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
A DESCOBERTA
Era uma tarde de domingo. Havíamos comprado o teste de farmácia e eu estava louco para que a Bruna o fizesse logo. Fiquei na sala de cima enquanto ela havia seguido caminho para sua missão de resultado incerto.
O silêncio não durou muito. Um grito de "Ai meu Deus! Acho que vou desmaiar!" ecoou. Sim. Depois de apenas um mês de tentativas, nosso bebê já existia. Eu fiquei perplexo, atônito. Embora desejasse muito, parecia não acreditar no resultado. Era bom demais para ser verdade. A vontade era de contar para todo mundo, mas preferimos ficar em silêncio, até realizarmos o exame de sangue.
No outro dia, minha mulher foi ao laboratório bem cedo. O resultado sairia à tarde. No horário marcado, acho que 15 horas, eu já estava lá. Antes, porém, já havia passado para comprar um presentinho para o nosso filho, afinal, sabia que o resultado só confirmaria o teste de farmácia.
Na hora em que a atendente do laboratório me disse "Parabéns!", deixei a recepção como se fosse um retardado, flutuando nas nuvens. Minha mãe estava no carro (ela não sabia o motivo de ter ido buscar um exame... ficou preocupada achando que eu estava doente). Entreguei o exame na mão dela e ela demorou a entender...mas quando entendeu...que alegria...os olhos marejaram. O sonho de ser vó enfim havia se tornado realidade. rs
Bem...aí foi aquela coisa de ligar para os parentes mais próximos contando as boas novas. Uma maravilha.
Mas depois as coisas não ficaram tão fáceis como imaginamos....
Conto um outro dia.
Abraços,
Wellington Aires da Cruz Pereira.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Lorenzo...
Esse é o nome do meu pequeno. Após 5 anos de casamento, a decisão de ter um filho pareceu bastante natural. Para quem me conhece, sabe que o projeto de ser pai tomou conta de boa parte de minha vida, mas se casar com uma mulher oito anos mais nova não fez os relógios se ajustarem. Na vida de minha esposa, que na época do casamento estava com 19 anos, ainda precisavam acontecer algumas realizações: faculdade e carreira. De certa forma, nos últimos anos tudo andou muito bem para ela e, finalmente, sentiu-se preparada para a nova jornada de nossas vidas.
A ideia de uma casa com três crianças me parecia a mais adequada, afinal, foi isso o que aconteceu comigo. Três irmãos. O número para mim sempre pareceu ideal. Contudo, com uma esposa contadora, o simples desejar não significa realizar. rs. Estamos pensando em dois agora...
De qualquer forma, o Lorenzo, nosso meninão é o primeiro...
Estamos agora grávidos de 32 semanas.... Foram muitas emoções para chegar até aqui...
Não sei se esse blog chegará a ter leitores, mas senti a necessidade de registrar essa história... mesmo que seja para ler, sozinho, sempre que quiser.
Registrar a vida em palavras é uma forma de eternizá-la.
Um abraço.
Wellington Aires da Cruz Pereira.
Esse é o nome do meu pequeno. Após 5 anos de casamento, a decisão de ter um filho pareceu bastante natural. Para quem me conhece, sabe que o projeto de ser pai tomou conta de boa parte de minha vida, mas se casar com uma mulher oito anos mais nova não fez os relógios se ajustarem. Na vida de minha esposa, que na época do casamento estava com 19 anos, ainda precisavam acontecer algumas realizações: faculdade e carreira. De certa forma, nos últimos anos tudo andou muito bem para ela e, finalmente, sentiu-se preparada para a nova jornada de nossas vidas.
A ideia de uma casa com três crianças me parecia a mais adequada, afinal, foi isso o que aconteceu comigo. Três irmãos. O número para mim sempre pareceu ideal. Contudo, com uma esposa contadora, o simples desejar não significa realizar. rs. Estamos pensando em dois agora...
De qualquer forma, o Lorenzo, nosso meninão é o primeiro...
Estamos agora grávidos de 32 semanas.... Foram muitas emoções para chegar até aqui...
Não sei se esse blog chegará a ter leitores, mas senti a necessidade de registrar essa história... mesmo que seja para ler, sozinho, sempre que quiser.
Registrar a vida em palavras é uma forma de eternizá-la.
Um abraço.
Wellington Aires da Cruz Pereira.
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