Foi o momento mais difícil. Uma ameaça real de perdermos nosso bebê. No início da gravidez, por volta dos três meses, se bem me lembro, minha mulher, depois de um dia tremendamente exaustivo, chegou em casa. Ela havia dado aulas até depois das 22h e já tinha sentido algo estranho, mas ao chegar em casa, confirmou: tivera um sangramento. Sua primeira reação foi chorar e eu, meio que anestesiado, só queria levá-la ao hospital.
Chegando lá uma espera angustiante, internação, exames. Resultado: descolamento de 50% do saco gestacional. Um baque. Nunca perdemos a fé, mas os médicos vinham com aquele discurso: "É provável que ela não segura a gestão", "O aborto é uma possibilidade", "Pode ser que o bebê não receba mais alimento e seja necessária a curetagem". Era angustiante. Eu a deixava no hospital e saía chorando. Uma situação que não desejo para ninguém.
Recebemos muito carinho dos amigos e família e, depois de uma breve internação (e muito soro), ela foi liberada para ir para casa, não para trabalhar. Foram praticamente dois meses deitada/sentada, só se levantando para ir ao banheiro e para se alimentar. Dias muito difíceis. É de tirar o chão quando você passa por uma situação como essas e, pior, ficar fora de casa. (Moramos em um apartamento sem elevador e não era aconselhável que ela ficasse subindo e descendo escadas).
No primeiro exame após a alta do hospital, outra notícia ruim: o hematoma havia evoluído. Mais de 50%. Mais uma vez vi minha mulher chorando, mas não havia perdido a fé. No meu íntimo, pensava que aquilo não estava acontecendo.
Muitas orações e medicamentos depois, o hematoma havia sumido completamente. Como se nada houvesse acontecido.
Credito esse milagre a Deus, que não nos desamparou. Colocamos nossas vidas nas mãos dEle para que fosse feito o melhor.
Hoje estamos perto de ter nosso milagre em mãos: faltam só seis semanas!
Wellington Aires da Cruz Pereira.
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